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Ser dador de medula óssea


Muitos de nós já ouvimos imensas vezes falar em transplantes de medula óssea ou em doação de medula óssea, mas a maioria não tem a informação necessária sobre o processo para ser dador.

Antes de mais, é necessário perceber o que é a medula óssea e como se processa o transplante. 
A medula óssea é um tecido de consistência mole que preenche o interior dos ossos longos e as cavidades esponjosas de ossos, como por exemplo os da bacia. É nesse tecido que existem células progenitoras, ou seja, com capacidade para se diferenciarem e dar origem a qualquer célula do sangue periférico, as chamadas células progenitoras/estaminais. Estas células renovam-se constantemente mantendo um número relativamente constante em qualquer momento.   

Apesar de genericamente se falar de transplantação de medula óssea, na realidade o que se faz é uma reinfusão ou transfusão no doente de células progenitoras da medula do dador.   
Estas células saudáveis vão substituir as células doentes e são responsáveis pela formação de novas células saudáveis. Contudo, para que o transplante tenha sucesso, as células saudáveis devem ser o mais possível compatíveis com as células do doente.   

Existem três tipos de células utilizadas para transplantação de medula. 
- As células progenitoras colhidas do interior dos ossos pélvicos. Este processo requer geralmente anestesia geral e uma breve hospitalização. Neste caso a colheita é feita a partir da Medula Óssea. 

- As células progenitoras de sangue periférico. Neste caso a colheita é feita no sangue periférico, geralmente a partir de uma veia do braço, através de um processo chamado aférese, em que o dador tem de tomar previamente um medicamento que é um factor de crescimento que vai fazer aumentar a produção e circulação de células progenitoras no sangue periférico. 

- As células do cordão umbilical. O sangue do cordão umbilical é rico em células que por se apresentarem num estado muito imaturo, têm uma elevada capacidade de se dividirem e de auto-renovação, estas células são designadas por células progenitoras hematopoiéticas - e que têm o potencial para dar origem a todas as células constituintes do sangue. A recolha é feita após o nascimento.

Mas para ser dador de medula óssea é necessário cumprir certos requisitos.
- Idade entre os 18 anos e os 45 anos
- altura inferior a 1.50m
- peso inferior a 50kg
- obesidade mórbida, mesmo nos casos de colocação de Banda ou Bypass Gástrico
- patologia cardíaca
- ter tido alguma vez na vida hepatite B ou C
- doença oncológica
- transfusão de sangue depois de 1980
- doença auto-imune
- patologia da tiróide
- diabetes
- anemia crónica
- hérnia discal
- artrite reumatóide
- fibromialgia
- glaucoma
- não compreender a língua portuguesa tanto na sua forma oral como escrita
- não tiver residência estabelecida em Portugal.   

(Chamamos a atenção para o facto desta lista de factores que impedem a inscrição no CEDACE, como potencial dador de medula óssea, não ser exaustiva, limitando-se a conter apenas informação básica geral)

Pode se inscrever como potencial dador de medula óssea nas brigadas móveis do IPST (consultar aqui) ou nos Centros de Sangue e da Transplantação. 
Existem cinco centros:

- Centro de Sangue e da Transplantação de Lisboa | Área da Transplantação 
Alameda das Linhas de Torres, nº 117 (dentro da cerca do Hospital Pulido Valente) 
Tel. 21 750 41 00 

- Centro de Sangue e da Transplantação de Lisboa | Área do Sangue 
Parque da Saúde de Lisboa 
Avª. do Brasil, n.º 53 – Pav. 17
Tel. 21 792 10 00

- Centro de Sangue e da Transplantação de Coimbra 
Rua Escola Inês de Castro 
São Martinho do Bispo 
Tel. 239 791 070 

- Centro de Sangue e da Transplantação do Porto | Área da Transplantação 
Pavilhão “Maria Fernanda” 
Rua Roberto Frias
Tel. 22 557 34 70

- Centro de Sangue e da Transplantação do Porto | Área do Sangue 
Rua de Bolama, nº 133 
Tel. 22 508 34 00 


Para mais informações consulte o site do IPST aqui

Nota: Este artigo foi elaborado com base na informação disponível no site do IPST