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Quando te parecer que não estou cá



Um dia, quando te parecer que não estou cá, procura-me no infinito do mar revolto ou calmo; 
Procura-me numa noite estrelada ou numa noite escura, serei a estrela que não desiste de brilhar para ti; 
Procura-me num dia em que sentires sol e vento, a queimar e a amaciar o teu rosto; 
Procura-me nas tuas memórias quando tiveres uma dificuldade e te lembrares como as tratei por tu; 
Procura-me quando tiveres uma boa nova e sentires o meu orgulho; 

Procura-me na arte, na matemática, na natureza, no mundo; 
Procura o meu esboço numa pintura que não sabes interpretar; 
Procura-me numa equação que acabaste de encontrar solução; 
Procura-me nos livros que li e que gravei palavras para ti; 
Procura-me quando viajares, estarei a vaguear por qualquer lado e em qualquer cultura; 

Procura-me nos olhos de uma pessoa triste que tens que abraçar; 
Procura-me num bom dia que recebes, num sorriso de uma criança; 
Procura-me num sonho em que estarei ao teu lado; 
Procura-me no amor que sentirás se tiveres um filho 
E desiste de procurar, pois aí encontrarás o melhor de mim. 
Por tudo isto, quando te parecer que não estou cá, pensa só, que apenas não existe o que não se sente.