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Não há cientistas melhores que nós, Mães!



Quando falamos em ciência pensamos em homens de bata, com ar sério, a fazer afirmações categóricas e com muita razão. Essa razão, ou essas certezas são chamadas de níveis de evidência. Um alto nível de evidência permite a um médico fazer uma afirmação com uma grande certeza.

Há uma grande certeza de que os bebés precisam de ter uma alimentação cuidada, senão não crescem bem. Há uma grande certeza de que todos, bebés e adultos, estão sujeitos a ser infectados por um vírus ou bactéria, pelo que devemos ter cuidados com o contágio de doenças. Outras fortes certezas são, por exemplo, de que devemos controlar a febre e de que as vacinas ajudam o sistema imunitário a combater determinadas infecções.

Curiosamente, no que diz respeito a tratar bebés, há recomendações que mudam com o tempo. Antigamente achava-se que era bom os bebés dormirem de barriga para baixo. Depois pensou-se que era melhor dormir de lado. Agora pensa-se que é melhor dormirem de barriga para cima. Isto mostra que há algumas “certezas” mais fraquinhas. Essas certezas mais fraquinhas ocorrem porque não podemos andar a fazer testes sobre tudo, muito menos com bebés. Não podemos, por exemplo, estar sempre a pedir a algumas mães que deitem os filhos de outra maneira para ver se daí advém algum problema. São os seus bebés!

Em assuntos que não estão provados o que valerá mais? A opinião de um “perito” que vê 300 bebés por ano? Ou a opinião de uma perita sobre um determinado bebé? A mãe é a perita sobre o seu bebé…É o seu cientista. Consulta outras informações sobre outros bebés mas vai verificar se elas se aplicam, se são boas para o seu bebé.

Por isso é que todos os pediatras dão tanta importância ao que uma mãe sente perante uma doença do seu filho. Se uma mãe liga a um médico e lhe diz que “algo não está bem” o médico fica em sentido. Se, por outro lado, lhe diz “o meu filho tem febre e tosse, mas parece-me que está bem” o médico fica mais descansado, porque acabou de ouvir uma opinião da maior perita nesse bebé. A mãe sabe mais do que os outros porque está sempre a analisar o seu bebé. A experimentar o que é melhor para ele. Observa o resultado e ajusta o gesto, sem distrações, porque o Amor vale tudo isso.

 Nunca ninguém vai estudar um bebé como a sua Mãe, por isso a mãe é O MELHOR cientista do seu bebé.

 “Artigo originalmente publicado em www.osdevaneiosdamae.pt