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A mãe que sou é a melhor que consigo ser


Muitas vezes me questiono se estarei a desempenhar bem o meu papel, se estarei a educar os meus filhos no bom caminho, se a paciência que tantas vezes me falta os poderá influenciar no futuro ou se a lei da compensação que tantas vezes aplico pelas horas tardias a que chego a casa, não será só por si um mau príncipio. 

Por vezes gostava de largar tudo e dedicar-me a 100% à profissão de mãe. 
Por outro lado, sei que não aguentaria. É um misto de sentimentos quando chego a casa e só me apetece pô-los na cama, ao mesmo tempo que desejava ter mais tempo para brincar aos dinossauros e às tendas na sala. É um egoísmo imenso e uma sensação avassaladora no coração de uma mãe, mas a verdade é que as mães e os pais também são homens e mulheres e antes da condição que nos mudou para a vida toda, a vida existia! Ela existia! 

O tempo não volta atrás e o meu pré-adolescente mais pré-adolescente fica a cada nascer do sol, e o meu bebé cresce – já não é um bebé - e eu não tenho dado por isso. Sei que a mãe que sou é a melhor que consigo ser nesta fase da minha vida, mas gostava de não gritar logo pela manhã. Gostava de não acordar cansada e com dores de cabeça. 

Gostava de acordar como eles! A sorrir todos os dias, com uma energia contagiante e cheios de tempo! Estes “mãelabarismos” da maternidade são duros, dificeis e desafiantes. Por vezes perguntam-me se os meus filhos dormem muitas vezes connosco. Sim, dormem. Por preguiça. Porque dormir é bom, é preciso e é imprescindível para nos mantermos saudáveis e firmes. 

Nas noites em que dormimos os quatro e conseguimos descansar 7 horas seguidas, são dias que rendem muito mais e onde sorrimos sem as rugas marcadas pelo sono. Além disso, no fresco das noites é bom sentir as crias aninhadas num calor que não se sacode do corpo, mas pelo contrário, se entranha no coração. 

A mãe que sou é a melhor que consigo ser e creio que, até ver, não me tenho saído mal. 

 Artigo adaptado de www.diariodamcommgrande.blogspot.pt