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Que futuro queremos para os nossos filhos?



Como mãe que sou e sobretudo porque tenho uma mente irrequieta reflito muitas vezes sobre este assunto. Que futuro quero eu para os meus filhos? Logicamente, como qualquer mãe, quero que sejam adultos responsáveis, realizados (pessoalmente e profissionalmente), autónomos, com valores de respeito e cidadania e sobretudo FELIZES. Mas estarei eu a educá-los nesse sentido? Estarei a traçar os seus caminhos ou estarei a conseguir dar-lhes as ferramentas para que sejam eles próprios a traçá-lo? Acredito e defendo que as crianças aprendem a aprender, através da ação e da experimentação, da tentativa e do erro (fundamental para o crescimento), porém muitas vezes deparamo-nos com situações em que observamos os pais a não darem hipótese à criança de ser autónoma no seu processo de desenvolvimento. Deixamo-nos embrenhar no medo de que algo corra mal, que se magoem, que caiam, que sofram…mas não é assim a nossa vida diária? Quantas e quantas vezes no nosso dia-a-dia não nos magoamos, caímos, sofremos??? Será saudável não os deixarmos experimentar, não os deixarmos ficar frustrados com as adversidades da vida? A criança para ser segura, autónoma e responsável precisa ter noção do perigo e para tal precisa de ação (claro que sempre com o suporte da família), precisa conhecer o significado real do NÃO, pois só assim saberá gerir emoções e fazer escolhas acertadas no futuro. Uma criança sem regras e sem limites é uma criança profundamente insegura e será concomitantemente um adulto que viverá à deriva numa sociedade cada vez mais exigente.

Diz a sabedoria popular que “ o futuro a Deus pertence”, mas talvez não fosse má ideia nós pais darmos uma ajudinha!