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O milagre acontece: Já nasceu! E agora ?- 3ª parte



Existem cada vez mais bebés designados por “coléricos” - bebés que desde o nascimento choram durante horas sem consolo, muitas vezes denominados por “bebés com cólicas”. É isto mesmo que  os profissionais de saúde frequentemente dizem aos pais, tranquilizando-os de forma a que aceitem esta uma condição temporária, por mais difícil que seja. Alguns recomendam massagem, outros dizem que o leite da mãe não é suficiente e o bebé tem fome, aconselhando um suplemento, muitas vezes ainda na maternidade.

Os bebés não são todos iguais, nem são os pais. Não é igual a gravidez de todas as mulheres, o que elas pensam, sentem, comem, a forma como se relacionam com o companheiro e com os outros... Por isso mesmo, todos os bebés são diferentes, pois são construídos com “materiais” diferentes (para saber mais sobre a educação pré-natal, consulte os meus anteriores artigos no site maespontopt.pt).

O desafio que os pais têm que encarar quando nasce uma criança, especialmente se lhe querem dedicar todo o amor e atenção, é enorme nos dias de hoje: o excesso de trabalho, o abandono das mães em apartamentos sem apoio contínuo de familiares, amigos, doulas, etc., os conflitos interiores relacionados com o medo da parentalidade...Daí que, dizer aos pais que aceitem a situação e que “isso passa”, parece-me pouco.

Os recém-nascidos “chorões” recebem sem digerir aquilo que os pais lhes transmitem. Isso pode ser o leite materno, mas também os desiquilíbrios psíquicos dos pais. Se não digerem, eliminam, e isso pode fazer-se através do choro. A insegurança e medo que sentem também pode provocar muita tensão abdominal; ao receberem o alimento no sistema digestivo já stressado, os bebés não o digerem correctamente e instalam-se as cólicas. Para ajudá-los, é importante, antes de mais, desbloquear os pontos de tensão e harmonizar a sua energia. Depois, os pais podem precisar de apoio para se acalmarem e continuarem a ser pacientes, carinhosos e compreensivos com o bebé, criando um vínculo afectivo forte. Os pais deveriam usufruir do tempo que passam com o bebé, divertir-se, ouvir música, etc.. Receber um novo ser entre braços é, de facto, uma enorme responsabilidade, mas não deveria ser um peso. Os recém pais devem ser apoiados, física e emocionalmente, para poderem encarar este desafio com tranquilidade e alegria, de forma a contribuírem para o desenvolvimento harmonioso e integral de um novo ser humano.