0

Os Blues da Adolescência

Uma amiga minha disse-me, quando fui mamã pela primeira vez, que os bebés vão se tornando cada vez mais interessantes à medida que crescem e para aproveitar todos os momentos. Olhando para aquele bebé, naquele momento, pensei que era impossível ser mais interessante ou fofinho que aquele pequeno ser ao meu colo.

Passados dois, três, quatro anos, acabei por lhe dar razão. À medida que o meu filho ia crescendo, cada vez mais me surpreendia o que ele conseguia fazer e mais me apaixonava por ele. Até que chegamos à adolescência!

É claro que continuamos a amá-los, muito mesmo… Mas, de repente, já não lhes podemos dar tantos beijinhos como antes. Nada de toques excessivos em público, o acordar bem-disposto e depois do almoço parece que temos o Grinch em casa ou ao contrário. Surgem os dramas juvenis e o não percebermos nada, de uma hora para a outra. Por vezes, parece que não são eles que estão na idade do armário,  parece que somos nós que gostaríamos de os colocar no armário até o córtex estar suficientemente desenvolvido.

Já nem falo do drama das más decisões que a maioria dos pais temem. Aí esperamos que a educação e o amor que recebem em casa, cheguem para afastar determinadas hipóteses que nos perseguem como nuvens negras.

Olhamos para as nossas adolescências e pensamos que nós não eramos assim. É aqui que a nossa memória começa a falhar… Também já fomos adolescentes, com borbulhas e mau humor, que vivíamos os nossos dramas e os dos nossos amigos como se não houvesse amanhã e julgávamos que os pais pouco sabiam e definitivamente não nos entendiam… Como eramos jovens e inocentes!

Agora pedimos paciência e bom humor! Que estes blues e humores mais ou menos voláteis passem depressa, ao sabor de um bom gelado e um forte abraço (em casa ou onde não estejam mais adolescentes).