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As Outras Mães dos nossos Filhos



Existe toda uma tendência generalizada em querermos mostrar entre mães a sabedoria da escola maternidade.
Ora então se querem ver uma mãe igual a acabei de ser ligada à ficha e fiquei assim é o seguinte:
Como assim tem 4 anos e ainda usa chuchas? Ou então, o quê dorme na cama contigo desde os dois anos? Mas a que me enche mesmo as medidas é: joga-se para o chão no supermercado aos gritos e tu não fazes nada?? Aii se fossse meu filho!
Pois que não é e não vai ser. É meu minhas mães dos filhos dos outros.
Percebo que há toda uma enorme boa vontade em sou ou serei melhor mãe que tu, mas isso minhas mães não existe. Existem mães diferentes, existem as mais exigentes, as mais tolerantes, tudo mais ou menos, agora existindo amor (factor DIFERENCIADOR Nº1) somos todas a melhor mãe dos nossos filhos, leia-se apenas dos NOSSOS.
Antes de ser mãe tinha uma ligeira tendência para esta afirmação maternal, mas apenas em pensamento, jamais tive a ousadia de me atrever..”se fosse comigo”. Não corro riscos desnecessários, uma mãe em estado de fúria é capaz daquilo que não conseguem imaginar.
Há toda uma pressão social desmedida neste campo da maternidade.
O cookie (é meu chamo-lhe o que quiser) usou chuchas até aos 4 anos,( agradeço todos os alertas, e estou mentalizada que vai usar aparelho até aos 50). Ainda dorme comigo, esta vai sair-me cara, capaz do rapaz ter 18 anos e não desamparar a conchinha da mãe, e agora um motivo sério para me meterem atrás das grades confesso: não há chão de supermercado que não sinta o sal das suas lágrimas.
Devo um pedido de desculpas público ao Sr. Belmiro de Azevedo. Isto sim preocupa-me, afinal o sal é coisa que desgasta e a factura pode valer-me uma acção em tribunal. Sai de casa a parecer um anjo, mas quando percebe que  a mãe (porra da miúda que lhe foi calhar) não vai comprar mais um carro do Blaze é todo um demónio que se baixa nele até perceber que as lágrimas não se vão transformar em super velocidades.
Dramas conscientes ou puros da idade com os quais cada mãe com as suas tropas alinhadas(métodos de educação) sabe lidar.
E é aqui que começa o que devia ser o princípio, a entre ajuda entre seres que amam incondicionalmente e querem o melhor para o pequenino ser que preparamos para o mundo. A partilha de experiências pode desmistificar crenças e desinibir receios mas nunca impor comportamentos. Não existem duas crianças iguais.
Posto isto minhas mães dos filhos dos outros, vamos selar o pacto de colaboração e deixar a imposição da vida fazê-los crescer.