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Terrores Nocturnos


Não consigo precisar quando começaram os terrores nocturnos do meu filho mas creio que os primeiros terão ocorrido há cerca de 1 ano. Na altura tinha ouvido falar vagamente sobre isso e creio que até pensava ser um outro nome para pesadelos. Mas as noites difíceis que ele (e nós) fomos vivendo levaram-me a procurar mais informação junto dos profissionais de saúde e a tentar perceber o seriam aqueles acordares em gritos que se prolongam, por vezes, por muitos e longos minutos. Artigos na internet e grupos de maternidade no Facebook também podem ser fontes de informação e foi, em grande parte, nesta troca de impressões entre mães que pude perceber que são muito mais comuns do que parece. No entanto, se os pais estão preocupados com a violência e/ ou frequência destes episódios, devem consultar o pediatra ou outro especialista. Este artigo não é, de todo, científico mas apenas a minha experiência sobre como temos vivido estes momentos.
Os terrores nocturnos são episódios que ocorrem na primeira metade da noite (durante o sono profundo), comuns entre crianças pequenas e que vão desaparecendo à medida que elas crescem. São um estado intermédio entre estar a dormir e estar acordado (mesmo quando os olhos estão abertos e eles parecem estar acordados), Envolvem choro, gritos, aversão ao toque e muito espernear. Regra geral duram apenas alguns minutos mas os pais vêem-se frequentemente impotentes perante a situação e, na verdade, não há muito que possam fazer. Os conselhos dos especialistas vão precisamente nesse sentido: não forçar o acordar da criança mas fazê-la perceber que quando quiserem, os pais estão ali com ele para a amparar; não forçar o toque ou pegar ao colo se a criança não quiser. E deixar o terror seguir o seu curso e cessar. Segundo alguns especialistas, os terrores nocturnos são também mais comuns nos meninos do que nas meninas e a minha experiência confirma também que são mais frequentes quando o meu filho está mais cansado.
Cá por casa, mesmo reconhecendo esta agitação, estes episódios são sempre difíceis. O pai, até mais do que eu, fica sempre muito aflito e transtornado porque quer ajudar e não consegue. Eu já me fui adaptando e espero pacientemente pelo final para o aconchegar a mim por um bocadinho. Na verdade, as crianças não se recordam destes momentos e voltam a dormir normalmente após os terrores. É frequentemente mais difícil para os pais, que assistem impotentes ao pânico e tudo o que podem fazer é assegurar a segurança dos filhos. Outra sugestão, caso os episódios ocorram geralmente à mesma hora, é acordar ligeiramente a criança uns minutos antes desse horário, interrompendo assim esse ciclo do sono e iniciando outro logo de seguida de forma pacífica.

Como com todas as questões da parentalidade, cabe aos pais avaliar a gravidade dos terrores nocturnos e, na dúvida, consultar um especialista. E que todos possam assim desfrutar de dias mais felizes e despreocupados e noites mais tranquilas.