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Carta da Mãe Natal


Que seja feito de palavras doces (sobretudo as que dizemos a nós próprios) ;que seja feito de imagens delicadas (essas que fazem o nosso coração sentir-se em casa); que seja feito de dar só o que nos faz feliz.

Que seja feito de amor (sobretudo amor próprio); que seja bem embrulhado com o fio que ata os afetos de quem nos quer bem; que seja inspirado em pessoas e lugares que nos acolhem (sempre que precisámos de colo) e que nos dão confiança para iniciarmos as viagens (da vida) quando precisamos de asas;

E que seja vivido a sério, no mais fundo de cada um de nós; que, à medida que abrirmos as janelas dos dias que faltam para o Advento, façamos a contagem decrescente do que (ou de quem) nos amarra por dentro e não nos deixa nascer de verdade;


Que nos traga a clareza de sabermos que não há paz no mundo que não comece na nossa paz interior e que, às vezes, por mais que custe, por mais que doa, tem que haver papel rasgado, velas apagadas e manhãs de gelo para que aconteça (nos nossos corações) essa noite do tal (suave) milagre.