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Parentalidades


Há muitas formas de sermos mães e pais. Cada pai e mãe tem a sua forma de exercer a Parentalidade. Esta forma está diretamente relacionada com os pais que tivemos, com os filhos que temos, com a vida que levamos, com a forma de estar, de ser e de sentir de cada pai e mãe.
Isto é tão, mas tão verdade, que até uma mesma mãe tem várias formas de ser mãe. Num dia pode ser mais paciente; no outro dia pode ser mais brincalhona; no dia a seguir pode ser mais resmungona.
E isto é assim. É mesmo assim. É isto que faz dos pais e mães, pais e mães da vida real.
Nos últimos tempos tenho refletido muito sobre a minha forma de ser mãe. Tenho interrogado as minhas ações. Tenho definido formas de ser e de estar. Mesmo quando tudo o que se passa à minha volta não me ajuda a ser a mãe que eu desejo ser, tenho tentado não me desviar muito do rumo que pensei para mim.
Também nos últimos tempos tenho-me descolado de julgamentos. Tenho tentado pôr de lado o rótulo que tão comummentemente existe no seio da Parentalidade: isto está certo; isto está errado. A verdade é que o que está certo para mim está seguramente errado para outra mãe ou para outro pai.
Então, nestas andanças das Parentalidades, descobri que, não havendo formas certas ou erradas de sermos pai e mãe, existem formas mais ou menos conscientes. E é precisamente isto que eu tenho procurado ser: uma mãe mais consciente na sua forma de agir. E é precisamento isto que eu tenho procurado fazer: ajudar outras famílias a serem mais conscientes na sua Parentalidade.
Porque quando temos profunda consciência sobre o tipo de adultos que queremos que os nossos filhos sejam, começamos a tomar consciência de todas as nossas ações e a pensar sobre elas.

Sermos pais e mães mais conscientes muda perspectivas. E tu, já pensaste de que forma te podes tornar uma mãe mais consciente?