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O Direito à Privacidade das Crianças e das suas Famílias


Todas as crianças têm direito à sua privacidade nas mais diversas esferas da sua vida. Não é porque são “pequeninas” que devem ser expostas. A criança é um ser humano como qualquer outro adulto, tem sentimentos, vontades próprias, opiniões e uma história de vida que a caracteriza e que define a sua personalidade. A acompanhá-la existe também uma família, mãe, pai, irmãos…que também têm direito à sua privacidade! 

Este é um assunto que me tem suscitado algumas inquietações não só como mãe, mas também como educadora de infância. Tenho-me deparado na minha prática, e ao longo dos anos, com situações que os adultos acham que não há qualquer mal em falar abertamente da vida de uma criança, que não a sua. Porque é que a criança X ou Y está ausente da escola, se está doente e o que tem, onde mora, o que fazem os pais…entre outras questões que ao longo do tempo tenho ouvido. O meu silêncio, ou um simples “não sei”, têm sido sempre as minhas respostas. 


Mas os anos vão passando, já fui mãe, já está a caminho o segundo filho e muito sinceramente estas questões começam a causar, por vezes, profundo desconforto. Seria importante que todos fizéssemos um exame de consciência e pensássemos se gostaríamos de ver a vida dos nossos filhos expostos na “praça pública”, quer sejam as suas características e feitios, problemas de saúde, questões familiares…por aí fora. Se nós adultos gostamos da nossa privacidade, então devemos também preservar a privacidade dos outros, quer tenham 1, 10 ou 100 anos!

É importante que todos façamos uma reflexão a este nível! Fica a sugestão!