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E tu? Confias?


Segunda gravidez e segundo parto, mesma obstetra, mesmo hospital: a Cuf Descobertas.
Muitas pessoas perguntam-me o porquê de ir para um hospital privado (vá-se lá saber porquê, as pessoas perguntam tudo!) já que “se tiver algum problema grave, é no público que se encontram os melhores médicos/especialistas, é no público que está o melhor equipamento e é no público que se salvam vidas”. Depois ainda há aquelas pessoas que acham que tive as minhas filhas num hospital privado porque não quero partilhar um quarto com outras mães, porque quero as atenções todas para mim ou até imagine-se, porque felizmente tenho dinheiro para pagar. Perante estas últimas observações, a minha expressão tem sido de lividez, normalmente apenas respondo: “a minha obstetra só trabalha na CUF” e dá-se por terminada a conversa.
O privado tem, também, excelentes médicos, excelente equipamento e, para além disso, lá também se salvam vidas. Escolhi ter as minhas filhas no privado porque a minha médica ali trabalha e eu só confio nela. Nela e nas pessoas que trabalham com ela. E penso que não há motivo maior do que fazer uma escolha com base na confiança, já que entregamos a este profissional o momento mais feliz das nossas vidas (pelo menos para mim) que é o de fazer nascer os nossos filhos!
Na primeira gravidez, estive 16 horas à espera que a Carminho nascesse (já de 40 semanas) e, desta vez, estive 22 horas. Ambos partos normais, ambos sem dor, ambos com a mesma médica e algumas das mesmas enfermeiras/auxiliares. E querem saber? Não mudava nada! Antes de ter alta no parto da Frederica, a minha obstetra veio ter comigo ao quarto e tivemos, mais uma vez, uma conversa entre confidentes. No final dizia-me: “Mafalda, desculpe termos esperado as 22 horas mas foram necessárias para que a Frederica se preparasse para nascer. Ela tinha de fazer esse processo sozinha, sem ajuda”. Sabem o que lhe respondi: “Se a Dra. me mandasse andar ao pé-coxinho pelo corredor do piso de baixo, eu andaria”. A isto se chama CONFIANÇA.

Independentemente do sítio que escolham para ver nascer os vossos filhos, façam-no tendo como base esta premissa: confiança. “As pessoas transmitem-me confiança? O meu médico transmite-me confiança?” Só assim é que poderão estar relaxadas para poderem viver este momento intensamente sem outras coisas a “minar” o vosso pensamento, sem outras preocupações.