0

Extra atividades extra


Sempre soube que tinha que ter cuidado para não me exceder no número de atividades para as miúdas, dada a minha própria necessidade de estar sempre em atividade.
As minhas filhas começaram a ter sessões de música para bebés com 1 ano. Aquelas idas à música eram um ritual nosso que gozámos bem, tanto com uma como com outra. Com a mais velha era um tempo só nosso, com a mais nova foi uma boa atividade para fortalecer o vinculo após a sua chegada. Foi para ambas uma experiência fantástica. Também em bebé experimentámos a natação com a mais velha, que depois tivemos que parar devido às constante otites. Ela mesmo pediu para aprender violino aos 3 anos, e fi-la esperar até fazer 4 para começar. Um ano depois acrescentámos o ballet, que sendo na escola não implicava grandes logísticas, e a natação, que eu sempre considerei essencial.
Com a mais nova o padrão foi semelhante. Depois da música foi a dança, e um ano depois a natação e o judo, na escola.

Com a mais velha começamos também aos 4 a introduzir o alemão, por necessidade de fomentar o bilinguismo, primeiro com uma amiga e depois com uma professora. A mais nova precisa menos, porque ouve mais o Pappi e a mana a falarem um com o outro. 
Embora pareçam atividades a mais, a verdade é que com a mais velha as atividades extra foram muito importantes no ano da pré, para a compensar de alguma desmotivação com a escola, e serviram para puxar por ela. No violino foi um ano de evolução e de uma mudança de fase de aprendizagem, no alemão foi o ano em que começou a querer falar e aprender. Como correu bem, temos seguido uma forma semelhante, embora adaptada à sua personalidade e aos seus gostos.

Mesmo assim, continuo sem saber a melhor resposta para isto, quando são as atividades extra demais. Continuo a achar que música e natação são essenciais para a formação. Mas penso sempre que tem que sobrar tempo para brincar, para não fazer nada, para fazer atividades em casa, para ir ao jardim, etc. E estranhamente, temos conseguido ao longo dos anos ter tido tempo para tudo, e continuar a ter algum tempo de qualidade. E se às vezes não o temos, não é consequência das suas atividades, mas sim do nosso próprio grau de trabalho e ocupação. Mas sei que numa altura em que se debate a falta de tempo para brincar das crianças, estas decisões são muito difíceis e dependem muito da disponibilidade dos pais a vários níveis e da sua própria personalidade.  Todos os anos vamos ajustando estas decisões e escolhas aos gostos delas, ao nosso tempo e disponibilidade, sabendo que eu tenho alguma tendência em querer fazer coisas e em ter o tempo preenchido. A verdade é que aproveitamos bem o tempo que sobra e vamos fazendo questão de ter algum tempo a quatro. Qual a melhor solução? Ainda não sei.

Artigo adaptado de www.domiradouro.blogspot.com