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A Mãe das férias...


Numa conversa, com o meu filho mais velho, descobri que ele gosta muito mais da “mãe das férias”. Quem é essa mãe?
Segundo ele, a mãe das férias é divertida, tem tempo para tudo e todos, tem tempo para brincar, não passa o dia a dizer: “agora não posso; espera só mais um bocadinho; é hora do banho; despacha-te que já é tarde...” e outras coisas mais que ele enumerou e bem para quem tem apenas 5 anos.
A mãe das férias não tem muitas regras, não tem pressas, com ela tudo é mais calmo.
Ouvi-o com muita atenção, abraçado a ele, revendo na minha cabeça toda a nossa rotina de um dia normal.
Depois desta conversa fiz uma reflexão e não há como não gostar da “mãe das férias”, até eu gosto mais dela. A outra mãe é uma grande chata (ele não disse isto mas acredito que o pense).
A “mãe do trabalho” sente-se engolida pelo tempo, é um facto, e é tão difícil fugir desta rotina frenética do nosso dia-a-dia, cuidar dos meninos, da casa, do pai dos meninos, do gato e se sobrar um tempo (raramente sobra), cuidar da própria mãe. Serei só eu, que sinto este pressa constante e uma pequena tristeza ao final do dia ao deitar os filhos, que sobrou tão pouco tempo para nós, sobretudo durante a semana.
Conheço outras realidades europeias em o papel da mãe tem um valor primordial, valorizam a importância do papel da mãe na vida dos filhos e assim é que deveria ser em todo o lado.
“A mãe das férias” tem todo o tempo porque só tem um compromisso por dia, o de estar com a família e somente para a família. Para além do tempo, tem um “pai de férias” a tempo inteiro, que a ajuda muito ao longo do dia e isso faz também toda a diferença.

Depois desta conversa, resta-me redefinir prioridades, e deixar que a “mãe das férias” passe a estar presente além das férias.