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Ser o mais bem vestido!


Este é um tema com que me vou deparando em diversas ocasiões. Aparentemente comprar roupas em lojas “low cost” (e em conseguinte termos mais crianças vestidas de igual modo) cria confusão na cabeça de muita gente (maioritariamente mães e mulheres).

Eu também gosto de algumas peças de roupas mais “caras” ou mais “delicadas” mas não as utilizo no dia-a-dia por uma questão prática para ela e para mim e para a própria creche. Não quer com isto dizer que ela ande mal vestida. Não há crianças mal vestidas, há é crianças cujos pais não têm tantas possibilidades  e outras crianças têm o seu gosto próprio.
Também gosto muito de puder comprar produtos nacionais e é o que tento fazer sempre que possível, quando a carteira o permite entenda-se. No entanto não significa que outras marcas, que não vou dizer quais são mas todos conhecem, tenham sempre roupas de má qualidade ou de mau gosto. Pelo contrário algumas até já me surpreenderam bastante.
O que me custa verificar é aquele “olhar” de cima abaixo, que (infelizmente) todas nós já sentimos pelo menos 1 vez na vida, mas neste caso sentir isso acontecer aos nossos rebentos. Ora por que estejam com uma mancha na roupa (acidentes acontecem quando comem ou brincam e não andamos com malas carregadas de roupa para estar sempre a mudar – eu pelo menos não ando salvo exceções), ou por ser bem “visível” a famosa loja ou lojas onde foi comprada a roupa, ou se os sapatos não estão imaculados, etc.
Aborrece-me que de tão cedo tenhamos que colocar os nossos filhos com estes estigmas tão tristes e tão fúteis.
Não quer com isto dizer que não quero saber do que a minha filha vista (seja novo ou usado), já muitas famílias tem dificuldades financeiras para sustentar em alimentação quanto mais sustentar as roupas mais caras só para não “ficarem atrás” ou sentirem-se menos importantes ou belos por isso (as crianças neste caso).
Adoro os vestidos com folhos e laços no cabelo, e meias pelos joelhos com laço ou pompons, e tanto as usa para uma festa ou evento como usa literalmente para andar no parque nos escorregas a gatinhar pelo chão brincar na terra (a máquina lava e lá em casa SKIP tira tudo, não não recebo nada a publicitar a marca mas é efetivamente a que tira tudo lá em casa, graças a Deus).
Posto isto tudo vou continuar a ir a Outlet’s de roupas de marca, vou continuar a apanhar os saldos todos e mais alguns possíveis que a minha carteira permita, e vou continuar a ir às lojas low cost porque eu quero, porque também gosto e por que ela também gosta (há coisas – bonecadas – que não se encontram nas lojas de um pouco mais valor) e por que se se estragar “dói menos”.
Há por aí mais mães como eu sem problemas de assumirem isto?! É que conheço muitas que não o fazem por já terem sido ou serem criticadas (seja na cara, nas costas ou anonimamente).

Eu estou de bem com as minhas decisões sou a mãe dela, e nós mães é que sabemos o que é que é bom para os nossos. O dos outros não é nosso assunto para interferir.