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Finalmente de férias

Chegaram, estava a precisar de férias mais do que qualquer outro ano de trabalho em toda a minha vida.
Foram dias duros, intensos, sem margem para faltas, muito confusos, demasiado instáveis e carregados de incertezas.
Mas afinal que profissão é esta que me levou quase ao meu limite?
Pela primeira vez foi o ano que estive exclusivamente dedicada ao trabalho mais importante e difícil da minha vida. Ser mãe 24 horas por dia de duas crianças com 7 e 10 anos e posso dizer que não é fácil.
Sempre trabalhei em publicidade, com um stress diário recheado de imprevistos, problemas em cumprir prazos, certezas que passavam a incertezas no minuto a seguir e não posso deixar de comparar a experiência que tive com aquela de ser mãe a tempo inteiro. Despedi-me depois de 10 anos na mesma empresa para me dedicar á família.
Mas a mudança foi radical, disponibilidade total, não existem limites de horário e os dias passam e não descansas, mas sim aumenta de dia para dia o cansaço e a experiência que tinhas não vale de nada.
Passou 1 ano, que me dediquei 100% a esta profissão e podemos acrescentar na mesma altura uma mudança de país, um idioma diferente, deixar de ter ajuda dos avós e o pai que adora estar em família mas que continua a viajar muito. É dose, porque não podes despedir-te, não podes ser irresponsável e tão pouco fugir.

Agora de férias de verão mesmo sozinha com elas é tudo mais fácil, os dias são longos e a preguiça toma conta de nós. Só pensamos no dia de acelerar até Portugal e depois aí se não for pedir muito que o tempo pare e que os avós tenham a prioridade no que têm direito que é estragar os netos.
Por agora é reflectir que os sonhos não morreram, a marca, o voltar a ter duas profissões somente ficaram adiados por uma outra prioridade.

Ser mãe!