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Férias ou tortura dos macaquinhos?


As férias são aquele momento do ano pelo qual todos ansiamos, verdade?
Fazemos mil e um planos, definimos locais que queremos conhecer e vislumbramos dias maravilhosos com os nossos rebentinhos lindos.

Passado uma semana já desejamos que seja Setembro e pensamos que a nossa família deve ser estranha porque os blogs que acompanhamos só publicam coisas muito felizes com crianças imaculadas e obedientes no que toca à captação de imagens.
A minha família adora viajar e vibra com as férias mas é igualzinha a tantas outras e temos sérias dificuldades na hora de domar os pequenos “felinos” quando as rotinas se alteram. Os miúdos nascem cheios de personalidade e é preciso muito jogo de cintura para impressioná-los em tempo de férias.

Eles cansam-se da praia, não querem dormir a sesta, detestam posar para as fotografias que tanto adoramos tirar, fazem chinfrim nos restaurantes, birras monumentais, pedem xixi a cada 5 minutos, enjoam nas viagens, não se calam 10 segundos consecutivos e nós não estamos preparados psicologicamente para isto, a multiplicar por 30 dias, mais coisa menos coisa.

Amamos os nossos filhos mas as férias são longas e é preciso estaleca. Não há fórmulas nem pozinhos perlimpimpim, cada família saberá gerir da melhor forma que sabe. A minha experiência revela que o segredo é descomplicar. Se não almoçar, janta melhor. Se arma o maior barraco no meio da praia, ignorar. Se sujar a terceira muda e não há suplente temos pena. Se desmaiar ao fim do dia e não tomar banho, tomará no dia seguinte. Nós, pais preocupamo-nos com tantas coisinhas pequenas que às tantas as férias tornam-se um pesadelo, uma tortura dos macaquinhos. Vamos simplificar?

É certo que há crianças mais fáceis do que outras e pais mais pacientes, mas de forma geral é o que sinto em relação às férias. Normalmente são um caos confesso, mas somos muito felizes na mesma.