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Uma Mãe é para Sempre

Até ser mãe não acreditava que once a mom, always a mom. Achamos engraçado as nossas mães nos tratarem como se fossemos mais novas do que o que somos e achamos que seremos diferentes com os nossos filhos.
Vemo-los crescer, tornarem-se independentes, saírem de casa, mas ainda os sentimos ao nosso colo, ao nosso peito e custa-nos explicar-lhes que vamos sentir saudades deles, pequeninos. Não é que os queiramos pequenos ou que não queiramos que cresçam, queremo-los é perto para lhes podermos cheirar as nucas como fazíamos antigamente.
Lembro-me de uma vez, quando tinha 15 anos, a minha mãe me deu um beijinho na perna enquanto estávamos na praia. Claro que eu, adolescente nos píncaros hormonais, fiquei bastante incomodada, principalmente porque havia por lá uns surfistas simpáticos que podiam ter visto aquele momento tão surreal aos meus olhos – tão normal para a minha mãe, para qualquer mãe.
Agora, com um jovem a caminho dos 15, que se pendura em mim como se eu fosse uma mini-bengala, aproveito todos estes mini momentos em que tenho direito a mimo incondicional, em que ainda me dá uns abraços.

Uma mãe é para sempre e um filho também. Crescem e vão-se tornando independentes. Orgulhamo-nos dos primeiros passos, das primeiras palavras, da ida para a escola… da primeira saída com a namorada, da ida para a universidade, do primeiro emprego, do primeiro neto e, de repente, passou uma vida. Celebremos os momentos que podemos estar com eles pois rapidamente crescem e tornam-se grandes! E não se esqueça, uma vez mãe, sempre mãe.