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A teoria do segundo filho

Segundo exaustivos estudos científicos realizados por... mim (ahahahah) confirma-se a teoria do segundo filho. E no que consiste a teoria do segundo filho?

Bem, de uma forma geral, é a teoria do antagonismo.
Estão a ver o dia e a noite? O preto e o branco? O céu e a terra? Os anjos e os demónios? O que têm a ver? Exacto. Nada. São antagónicos, opostos. Assim são o primeiro e o segundo filhos.
Agora vem a parte melhor... Enquanto o primeiro é um anjo caído do céu, o segundo quase parece que saiu lá das profundezas do inferno!

Claro está que a minha teoria de científica nada tem, mas a verdade é que em conversa com várias mães, tenho verificado que muitas se "queixam" do mesmo: o segundo filho não pode ser mais diferente do primeiro.

E após a constatação, procuramos a explicação: porquê? Como podem os mesmos pais, a mesma educação, o mesmo envolvimento social resultar em duas criaturas tão diferentes?
Aqui em casa temos uma Emília com quase 5 anos que sempre foi um doce de menina. Calma, querida, obediente... Enfim, todos os adjetivos e predicados para deixar uns pais "mal habituados". Há quase 2 anos, a Alice está a ensinar-nos que não, a vida não são só facilidades! Apesar de também ser uma menina muito divertida e bem disposta, o mau feitio está sempre ali à flor da pele, sempre pronto a dar um ar da sua graça! "É para andar? Pois é parada que fico! É para dormir? Não, agora vou fazer piscinas entre a sala e o quarto! Calçar sapatos? Hoje prefiro ir descalça para a creche!". E por aí adiante, que as alturas certas para mostrar "personalidade" são quando uma criança quer! Acreditem, não há mindfulness que nos valha!

Não consigo encontrar uma explicação lógica para ter duas filhas tão diferentes. Mas talvez sejam assim porque... sim. Nós somos todos diferentes. Porque é que elas haviam de ser iguais? Se até os gémeos têm personalidades díspares (nas novelas então... Gémeo bom/gémeo mau é a base de um qualquer argumento telenovelesco que se preze) porque é que a Emília e a Alice teriam de ser iguais? Se não o são fisicamente, porque é que teriam de o ser a nível de personalidade? Não têm mesmo, por mais confortável que isso fosse aqui para esta mãe.


Resta-me fazer o melhor que sei com o que tenho! Ajudar as minhas filhas a serem, primeiro, crianças felizes, para depois se tornarem adultas equilibradas, educadas e respeitadoras.