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A “Parentalidade Positiva” nos nossos dias!

Nos dias de hoje muito se tem falado sobre a importância da parentalidade positiva, da importância das relações e da vinculação em todo o processo educativo. Criar filhos felizes e resilientes é o principal objetivo dos pais. Mas não terá sido sempre assim???? Não seria já esse o objetivo dos nossos avós quando foram pais? E não seria esse o objetivo dos nossos pais quando nos educaram? Sou leitora assídua de blogs, artigos e livros sobre este tema, o qual me é muito querido. No entanto defendo que não há fórmulas perfeitas, educar não é uma receita como se de uma sobremesa se tratasse. Há que analisar cada família, o seu historial, tudo aquilo que vem de trás. No meu dia-a-dia é muito frequente os pais virem pedir ajuda sobre a forma de lidar com os filhos essencialmente, no que diz respeito às birras, relatando muitas vezes que leram isto ou aquilo sobre parentalidae positiva , mas que não conseguem colocar em prática.

Efetivamente os tempos mudaram e de fato muitos comportamentos e decisões que outrora eram tomados na educação de um filho foram sendo alterados, as prioridades na vida das pessoas foram também evoluindo e tomando outros contornos. Num passado ainda recente era muito comum a dita “palmada” ou “enxota moscas” como lhe queiram chamar, fazer parte do “cardápio” de uma boa educação. Hoje em dia, este tipo de ação está completamente em desuso e ainda bem que assim é, contudo não se pode ir do 8 ao 80. Muito se fala no respeito e nos direitos da criança, mas e os pais???? E o respeito e os deveres que a criança também tem que ter pelos adultos (pais, professores, avós…)????  Assisto diariamente a situações em que os pais se anulam a si próprios, em prol das vontades das crianças, estamos a entrar na era dos “pequenos ditadores”. Famílias em que não se ouve mais musica no carro que não aquela que que os filhos querem, em que a televisão em casa está constantemente no canal dos desenhos animados, que só se vai onde a criança quer….e por aí fora. Importa salientar que os nossos filhos são mais um elemento da nossa família e não o ÚNICO elemento da mesma. Se queremos ter no futuro adultos resilientes, felizes e capazes de viver harmoniosamente em sociedade temos que aprender a dizer “NÃO” quando assim tem de ser, temos que ensiná-los a respeitarem a vontade dos outros e a aprenderem a fazer as suas escolhas, sendo que as mesmas poderão ter consequências e levar a frustrações. Mas a vida é mesmo assim, muitas portas encontramos fechadas e temos que estar dotados das ferramentas e ter mestria para contornar os obstáculos. Se dermos tudo de “mão beijada” à criança como irá ela no futuro tomar decisões assertivas?

Pais felizes criam filhos felizes! E seremos nós, pais, capazes de fazer alguém plenamente feliz se nos anularmos completamente? As crianças precisam de regras, de rotinas fixas, consistentes e persistentes para se regularem e crescerem em harmonia!