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BLW – O início

Uma semana após a dita introdução de sólidos e a alimentação complementar  – que é como quem diz: “Ela já come comida!”
Esta fase de “acrescentar sopas e papinhas”, além das deliciosas refeições de leite materno, faz-me lembrar uma verdadeira experiência laboratorial: quantidades precisas, amostras de controlo para despistar e comparar, reações químicas eufóricas e explosões! Voltar a “vestir a bata” seria, sem dúvida, uma boa recordação, mas, na verdade, eu sempre fui mais bióloga de botas e barbatanas do que de bata! Gosto mesmo é de pôr os pés na lama e poder sentir as texturas de um aglomerado de cracas nas rochas…
Acredito também que a melhor forma de educar é através do exemplo [#scoutside a falar] e que é mesmo importante termos uma alimentação diversificada e o mais natural possível! Por respeito à Terra e pela nossa saúde!
Sendo assim, encontrei um método de diversificação alimentar que vai de encontro à minha [e nossa] forma de ser: o tão falado  (ou BLW, para os amigos)!
[let´s get practical] #BLW – O início
1.     Devorei o máximo de informação que encontrei sobre o BLW | nomeadamente: este blog e esteeste grupo do facebook, este siteeste livroestes vídeos, este artigoesta reportagem (óptima para demonstrar à família que não somos loucos)
2.     Vi este e outros vídeos para saber como agir em situações SOS (que podem acontecer mesmo sem ser com comida. Provavelmente qualquer dia encontrará uma moeda ou um mini-brinquedo no sofá… e boca com ela! SOS)
3.     Observei a minha miúda e fui percebendo que ela estava preparada para começar.
4.     Consultei a enfermeira Marília Pereira do Bebé Sabe, que percebe muito do assunto e foi um apoio fundamental (na falta de um curso cá por Braga, a consulta online foi uma boa alternativa!)
5.     Preparei e comprei algum material necessário – esta cadeiraestes babetes impermeáveis, este copo (e estou de olho, neste tabuleiro, que vai dar jeito principalmente nas refeições fora de casa)
6.     Enchi o frigorifico e a despensa com alimentos do “bem” aka frutas e legumes (biológicos, ou pelo menos, de comércio local)
7.     Testei uns dias antes como cortar e preparar os alimentos da forma correta e perceber se ficaram “no ponto” certo
8.     Comemorou calmamente os seis meses e … sem pressas… lá chegou o dia e o timing certo – a pequena saciada com o leitinho da mãe, bem disposta  e sem [muito] sono.
9.     E CONFIEI!

El Menu da primeira semana
Almoços e jantares | “Palitos” cozidos a vapor de Batata-doce, Cenoura, Abóbora, Batata, Alho-francês, “árvores” de brócolos e couve-flor, Massa, Frango, Pescada, Hambúrguer de leguminosas (Óleo de coco ou azeite para “lubrificar” e tomilho para temperar – na próxima semana vou ver se me aventuro noutros temperos – este vídeo dá bons exemplos, e outras frutas, como o abacate)

Pequenos-almoços, lanches, “sobremesas” | Pedaços de maça assada ou cozida, Manga, Banana, Pêra, Bolachas de aveia e leite de amêndoa (fotografia abaixo * receita deste fantástico livro), Crackers de Arroz sem Sal.

+ Água e claro, maminha SEMPRE e até ao ∞!

·        Engasgamentos – 0
·        Momentos GAG (respira fundo”vá lá filha, manda isso cá para fora…ufa, já está, muito bem!”)  – 2
·        Comida na boca – x pedaços
·        Comida no chão – o resto da equação
·        Fraldas sujas com vestígios de comida – cerca de várias! TOP! – os nutrientes estão a entrar nessas células pequeninas e a produzir energia ;)
.:. “Anda só a brincar com a comida” (ou não!) #oportunidadesdeaprendizagem