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Quando se Perde a Conexão

E quando se perde a conexão, volta-se a ganhá-la.
E quando se perde a conexão, volta-se a conquistá-la.
E quando se perde a conexão, volta-se a segurá-la.
E nada está perdido. E tudo está ganho. E está tudo bem.
Esta é a mensagem que hoje quero aqui deixar. Esta é a certeza que hoje quero aqui vincar.
Porque hoje, depois de ter estado com uma mãe, de três filhos, senti que esta é a certeza que quero plantar, em muitas casas, em muitas famílias, em tantos corações.
Pedi para conversar com esta mãe uma vez que me apercebi, através de um dos filhos que apoio, que a conexão entre os dois se havia perdido, no meio de tantas rotinas, de tantos afazeres, de tanto silêncio, de tanto sossego.
São também estas as crianças que tanto me preocupam. Aquelas que não reclamam. Aquelas que não desafiam. Aquelas que não se sentem. Que não se fazem ouvir. Que dizem que sim a tudo. Que estão em silêncio, porque não sabem como gritar.
E foi precisamente assim que esta mãe me falou sobre o seu filho. Que ele não era um mau menino. Que ele não era agressivo. Que ele fazia o que lhe pediam. Que ele era mesmo assim. Fechado em si. Introvertido. Sossegado. Silencioso. E que se tinha habituado a que ele fosse assim.
E foi quando eu fui a voz dos silêncios do seu filho que a conexão se voltou a reacender. Foi quando eu fui o grito desse sossego que a inquietude apareceu. Foi quando eu abri a concha onde tudo estava fechado que se implementaram novos hábitos.
E de lágrimas nos olhos e com a arte de amar, esta mãe me disse: quando se perde a conexão, volta-se a ganhá-la!

E com isto, também o meu propósito de vida ganhou um pouco mais de luz.