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Parto natural ou cesariana?

Posso falar dos dois!
Sempre quis ter filhos de parto natural (apesar de não ser fundamentalista nem dramática quanto ao assunto).
Estamos todos de acordo que quanto menos sofrimento para o bebé melhor! Certo?
Confiava plenamente na equipa médica que me seguia e estava consciente que se fosse necessária uma cesariana (e se assim se decidisse) não pensaria duas vezes.
 O meu primeiro parto foi em 2008 e foi o chamado “parto Santo”.
 Fiz a dilatação a ler revistas, epidural dada na altura certa, dores suportáveis e ainda dormi...
 Tive vontade de fazer força uma vez, outra vez, resolvi chamar a enfermeira e quando deram por isso o bebé estava a a nascer... no quarto!
 Dez minutos na sala de parto, três vezes "força", três pontos e três dias depois a fazer compras no supermercado.
Uma recuperação (aparentemente) fácil sem complicações de maior, mas mesmo assim dolorosa!
Quando engravidei do segundo filho (em 2013), sempre pensei em ter um parto igual ao primeiro. Afinal de contas já tinha tido um filho, tinha corrido tudo bem, o que poderia ser diferente desta vez?
Pois bem, tal como os filhos são como os dedos das mãos, os partos também!
Nenhum é igual ao outro e senti isso na pele!
Parto induzido.
As horas a passar, as dores a agravar, sem epidural, contracções seguidas, sem conseguir respirar e cada vez mais cansada.
Dilatação? Nada! Zero!
Foram as 7 horas mais horríveis da minha vida.
Passei o tormento da dor (como quando não havia o milagre da epidural) porque não tendo dilatação nenhuma não era aconselhável levar.
Foram dores à séria daquelas de achar que não ia ser capaz, daquelas que nos fazem conhecer cada centímetro do nosso corpo, daquelas dores que sabendo que é pelo bem, achamos que vamos ser as primeiras a não conseguir!
Concentrei-me e confiei no no acto milenar de dar luz!
Quase 8 horas depois, dilatação zero e agarrada à mão do meu obstetra decidimos, conjuntamente, avançar para cesariana.
20 minutos depois nasceu o meu segundo filho.
Recuperação difícil (muito difícil).
15 dias de dores insuportáveis, a sensação que o meu instinto estava certo e que suportaria muito melhor um parto natural.
No entanto hoje, à distância, vejo que tomámos a decisão certa e foi o melhor para ambos.
Estávamos os dois em sofrimento e a natureza é sábia... tinha que ser!
E agora? Parto natural ou cesariana??!!
Continuo a achar que o tudo o que é natural é melhor, mas a cesariana, sendo segundo filho,  teve largas vantagens.
A natureza sabe o que faz.
Basta confiar!