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Desabafo de uma mãe em privação de sono!


Quase três anos de mãe! Quase 3 anos de um amor que não pára de crescer, de muita aprendizagem, de muitos desafios, de muito carinho e dedicação e de muito Sono!!!!

Vão fazer 3 anos que deixei de saber o que é uma noite de descanso! Primeiro a esperança era a de que o Vicente dormisse a sua primeira noite inteira quando começasse a comer sólidos, depois passou a ser a sua entrada para a escolinha a salvadora da minha sanidade mental. Ele ia para a escola e chegava a casa cansado e portanto  ia cair na cama e deixava que acordar para beber leite porque o cansaço ia fazê-lo dormir até de manhã. Só que não!
Resolvi tirar-lhe a sesta e voltei a devolver-lhe porque não resultava e era muito cansativo para ele.
O tempo foi passando e lá continuo eu a dar-lhe leitinho uma ou duas vezes durante a noite, para além do que dou antes de dormir. Ja tentei dar água em vez de leite, já tentei dizer que não havia leite, já tentei dar mais frio para não ser tão confortável, dar-lhe no copo em vez do biberão, acho que já tentei tudo... E cada vez que faço alguma destas tentativas juro a mim mesma não voltar a tentar! Em vez de beber o leite e virar-se para o lado para voltar a dormir, desperta e vira Tarzan capaz de trepar a cama e a despensa à procura do que quer e com sorte, o nosso dia começa às 4h da manhã e não se volta a dormir nesta casa!
Hoje, quase com 3 anos, além das 2 vezes em que acordou para o leite, houve uma novidade! A meio da noite pediu para fazer xixi (já largou a fralda do dia mas mantém à noite). O meu cérebro cansado gritou "faz xixi na fralda e continua a dormir!" mas consegui calar o disparate e levantei-me! Fiz o meu melhor sorriso e dei-lhe os parabéns por estar tão crescido e já não fazer xixi na fralda durante a noite! Disse umas quantas asneiras a mim mesma quando constatei que me tinha levantado 4 vezes durante uma noite, mas consegui ser uma mãe valente e não exteriorizei nenhuma!
Resta-me conformar com a constatação de que o meu filho é um bezerro e só lá para os 10 anos é que me safo...

Por Sílvia Paulino