Nem sempre é fácil encontrar destinos e programas de lazer para as férias que encaixem na perfeição das necessidades de uma família.  

Bem sei que as famílias não são compostas por "aliens" (extraterrestres) - longe disso -, mas por vezes estas acabam por se sentir assim em algumas unidades hoteleiras. Em parte devido aos olhares reprovadores dos outros hóspedes quando as crianças decidem ser crianças e gritam, pulam e dançam à beira da piscina ou devido às reclamações dos vizinhos do quarto ao lado motivadas pelo choro na hora do jantar ou as birras à noite antes de irem dormir. E a sensação de estar no sítio errado à hora errada acentua-se quando faltam programas para crianças e quando às vezes nem um simples parque infantil ou uma piscina para miúdos existe nas imediações. E nós bem sabemos como os miúdos ficam sem nada para fazer - até nós! 

Por tudo isto, e para vos dar uma ajuda na hora de marcar férias, lancei o desafio à fundadora do Mães.pt de incluir uma rubrica dedicada a escapadinhas em família em Portugal. 

O primeiro destino não podia ser mais óbvio, pelo menos aos meus olhos. Escolhi a terra da minha família paterna - Monsaraz - que além de ser um sítio que me diz muito pelas recordações que guardo, é também um destino que se tem reinventado nos últimos anos com ofertas interessantes e apelativas para quem tem filhos. Monsaraz já não é só uma vila medieval bonita perdida junto à fronteira onde se podia ir rapidamente pôr combustível mais barato a Espanha - se bem que a parte do combustível barato se mantém, sobretudo num momento que os preços não páram de subir, certo?

Além da típica paisagem alentejana que foi enriquecida com o imponente Alqueva no horizonte que tem a capacidade revigorante para carregar baterias até aos pais mais stressados, Monsaraz tem toda uma mística especial de vila medieval que nos transporta para outra realidade e para um mundo de princesas e batalhas que tanto seduz o imaginário dos mais pequenos.  

Esta receita já era quase perfeita para umas férias relaxantes, mas faltavam as atividades para entreter os turistas que estão cada vez mais exigentes e que já não vão aos sítios só para tirar umas fotos. Com o Alqueva veio o potencial da água para o mais óbvio - a agricultura - mas também para as atividades de lazer. Primeiro com o ancoradouro e os passeios de barco, depois com a criação das "casas flutuantes" da zona da Amieira, e mais tarde com as praias fluviais: Monsaraz e Mourão. A par destas iniciativas, começou a valorizar-se também o céu - e que céu, certo? Só quem já esteve no Alentejo, em zonas mais remotas, e sem tanta iluminação, sabe do que estou a falar. Não há céu estrelado como este, sobretudo se for numa noite de verão. E a reserva do Dark Sky nasceu assim da simplicidade de observar algo que sempre esteve lá e hoje já faz parte de muitas das ofertas das unidades de turismo local.  

Mas se ainda não vos convenci com a parte do céu estrelado, do castelo, da planície a perder de vista e até dos passeios de barco, acho que posso ir um bocadinho mais longe (e não, ainda não vou falar da gastronomia, não valem "truques baixos").  

Um oásis com vista para o castelo 

A praia fluvial de Monsaraz, por exemplo, tem uma mão cheia de motivos para se tornar um local obrigatório das vossas mini-férias:  
1º tem uma zona de areia com chapéus que são gratuitos, numa ótica do quem chega primeiro avia-se, mas atenção que não é areia fininha e nem a água é translúcida, até porque estamos a falar de um lago e não de água de piscina ou mar. Aqui deixo uma recomendação: levem sempre chinelos ou daqueles sapatos próprios para andar na água;  
2º tem um pontão com duas piscinas uma mais pequena para crianças e outra mais funda;  
3º há chuveiros, lava pés e casas de banho;  
4º há uma zona relvada com sombras, um bar de apoio e um restaurante com esplanada;  
5º tem um parque infantil e zonas para fazer piqueniques. 

Aqui as lamas, suricatas e lémures são reis e senhores 

Já se sentem mais motivados? E se vos dizer que neste destino ainda podem encontrar uma coisa que os miúdos gostam tanto (ou mais) do que praia, piscinas e água em geral? Falo de animais. Qual a criança que não pede várias vezes por ano para ir ao jardim zoológico ou até para ter um gato, um cão, quiçá um macaco pequenino? Pois bem, aqui há um monte de turismo rural com tudo o que precisa para uns dias relaxantes na piscina a contemplar a vila de Monsaraz e ainda tem a oportunidade de ver, tocar e até alimentar cangurus, suricatas, lebres da Patagónia, lamas, além dos mais habituais gatos e cães. Chama-se Monte de Santa Catarina, fica a meio caminho entre Monsaraz e a praia fluvial e nasceu do sonho de um jovem casal que aqui criou um espaço tranquilo, bastante exclusivo, mas a preços aceitáveis e com uma espécie de mini zoo que faz as delícias dos miúdos que por aqui passam. É um local de tranquilidade e paz que só ganha (na minha humilde opinião) em ser bastante exclusivo por ter apenas cinco alojamentos. Aqui não há aquela loucura de ter 100 pessoas na piscina ao mesmo tempo, é pet friendly, podem alugar bicicletas para passear, podem observar as estrelas com um telescópio e tem um terraço e uma esplanada onde podem aproveitar o sol. E para os pais que não dispensam a internet mesmo em férias, nem que seja para partilharem fotos deste paraíso, o wi-fi é gratuito.   

Spots para relaxar e degustar o melhor da comida alentejana 

Passando à parte da gastronomia que neste caso não pode ser esquecida, acho que não me preciso de alongar muito porque acredito que basta mencionar as açordas alentejanas de tomate ou de alho, as migas de espargos, o ensopado de borrego e até os enchidos e os queijos, já para não falar do vinho da região para acompanhar, que é suficiente para ficar logo com apetite. Recomendo três restaurantes: o Sem-Fim, no Telheiro, e o Lumumba e o a Taverna Os Templários em Monsaraz. O primeiro ganha pontos pelo local escolhido. O velho lagar do Telheiro deu lugar a um restaurante com esplanada com vista para a vila de Monsaraz e reinventou-se, mantendo os utensílios tradicionais de um típico lagar de azeite, mas com um toque de modernidade e originalidade. Este espaço foi reconvertido por um holandês que se apaixonou por Monsaraz e que se mudou de armas e bagagens para esta vila alentejana. Hoje o espaço é explorado pelo filho que a par deste negócio também organiza passeios de barco, neste caso numa embarcação que foi trazida diretamente da Holanda e reabilitada, pelo que este é o sítio perfeito para se informarem dos horários e preços dos passeios. Já o Lumumba é dos restaurantes mais antigos de Monsaraz. Aqui é tudo rústico e terra a terra. As doses são generosas e a vista para o Alqueva é impagável. Não há mordomias, mas a comida, essa é sem sombra de dúvidas o sucesso deste espaço antigo, mas cheio de alma. A última sugestão já é mais moderna. Onde hoje é a Taverna Os Templários era há uns anos a casa de uma prima minha. Ainda hoje quando lá entro sinto como se estivesse a entrar diretamente para a sala dela e há momentos em que me perco no horizonte do Alqueva e sinto como se estivesse ainda na sua varanda. É um espaço moderno com sala no interior e um terraço moderno com o Alqueva e Espanha a servirem de moldura. A variedade de pratos típicos é irrepreensível. Já se preferem um spot para lanchar ou beber café, tenho outra dica e chama-se Xarez. O espaço interior é pequeno, mas a esplanada é extensa e permite perder o olhar nas planícies alentejanas, mas sem direito a Alqueva porque é do lado oposto. Aqui também há uns docinhos bons e típicos e também pode ser uma opção para jantar nas noites mais quentes.  

Monumentos que devem visitar   

Ir a Monsaraz obriga a algumas caminhadas e a muitas subidas e descidas, sempre em calçada de xisto, o que quer dizer que saltos altos são mais ou menos de evitar, dependendo da coragem e destreza da mãe, pois está claro. E entre muitas ruas estreitas, subidas e descidas a pique e paredes caiadas, o ideal é deixar-se levar. Entrar na vila é logo impactante, pela arquitetura da porta principal e respetivas torres, uma com um relógio e com um sino que assinala as horas e as meias horas e outra que pode subir para contemplar uma vista quase de 360 graus. Quando entra na vila vai certamente perder-se com o comércio local, não existem muitas lojas, mas as que existem remetem-nos para o artesanato da região, nomeadamente para a olaria aqui tão bem representada.  

Em relação a monumentos, é obrigatório visitar o Castelo e a Torre de Menagem; a Igreja de Nossa Senhora da Lagoa que foi erguida sobre as ruínas de uma igreja gótica no século XVI; as imponentes entradas em torno das muralhas - Porta d´Évora, do Buraco e d'Alcoba -; a Casa da Inquisição logo depois de descer a Travessa do Quebracostas (o nome diz tudo sobre a inclinação desta rua); e ainda a Ermida de São Bento que fica fora das muralhas principais e que infelizmente está praticamente a cair, mas que tem uma vista especial. Quando aqui chegar vai pensar: «valeu a pena». Este é dos meus sítios preferidos no mundo.




Muitos de nós já ouvimos imensas vezes falar em transplantes de medula óssea ou em doação de medula óssea, mas a maioria não tem a informação necessária sobre o processo para ser dador.

Antes de mais, é necessário perceber o que é a medula óssea e como se processa o transplante. 
A medula óssea é um tecido de consistência mole que preenche o interior dos ossos longos e as cavidades esponjosas de ossos, como por exemplo os da bacia. É nesse tecido que existem células progenitoras, ou seja, com capacidade para se diferenciarem e dar origem a qualquer célula do sangue periférico, as chamadas células progenitoras/estaminais. Estas células renovam-se constantemente mantendo um número relativamente constante em qualquer momento.   

Apesar de genericamente se falar de transplantação de medula óssea, na realidade o que se faz é uma reinfusão ou transfusão no doente de células progenitoras da medula do dador.   
Estas células saudáveis vão substituir as células doentes e são responsáveis pela formação de novas células saudáveis. Contudo, para que o transplante tenha sucesso, as células saudáveis devem ser o mais possível compatíveis com as células do doente.   

Existem três tipos de células utilizadas para transplantação de medula. 
- As células progenitoras colhidas do interior dos ossos pélvicos. Este processo requer geralmente anestesia geral e uma breve hospitalização. Neste caso a colheita é feita a partir da Medula Óssea. 

- As células progenitoras de sangue periférico. Neste caso a colheita é feita no sangue periférico, geralmente a partir de uma veia do braço, através de um processo chamado aférese, em que o dador tem de tomar previamente um medicamento que é um factor de crescimento que vai fazer aumentar a produção e circulação de células progenitoras no sangue periférico. 

- As células do cordão umbilical. O sangue do cordão umbilical é rico em células que por se apresentarem num estado muito imaturo, têm uma elevada capacidade de se dividirem e de auto-renovação, estas células são designadas por células progenitoras hematopoiéticas - e que têm o potencial para dar origem a todas as células constituintes do sangue. A recolha é feita após o nascimento.

Mas para ser dador de medula óssea é necessário cumprir certos requisitos.
- Idade entre os 18 anos e os 45 anos
- altura inferior a 1.50m
- peso inferior a 50kg
- obesidade mórbida, mesmo nos casos de colocação de Banda ou Bypass Gástrico
- patologia cardíaca
- ter tido alguma vez na vida hepatite B ou C
- doença oncológica
- transfusão de sangue depois de 1980
- doença auto-imune
- patologia da tiróide
- diabetes
- anemia crónica
- hérnia discal
- artrite reumatóide
- fibromialgia
- glaucoma
- não compreender a língua portuguesa tanto na sua forma oral como escrita
- não tiver residência estabelecida em Portugal.   

(Chamamos a atenção para o facto desta lista de factores que impedem a inscrição no CEDACE, como potencial dador de medula óssea, não ser exaustiva, limitando-se a conter apenas informação básica geral)

Pode se inscrever como potencial dador de medula óssea nas brigadas móveis do IPST (consultar aqui) ou nos Centros de Sangue e da Transplantação. 
Existem cinco centros:

- Centro de Sangue e da Transplantação de Lisboa | Área da Transplantação 
Alameda das Linhas de Torres, nº 117 (dentro da cerca do Hospital Pulido Valente) 
Tel. 21 750 41 00 

- Centro de Sangue e da Transplantação de Lisboa | Área do Sangue 
Parque da Saúde de Lisboa 
Avª. do Brasil, n.º 53 – Pav. 17
Tel. 21 792 10 00

- Centro de Sangue e da Transplantação de Coimbra 
Rua Escola Inês de Castro 
São Martinho do Bispo 
Tel. 239 791 070 

- Centro de Sangue e da Transplantação do Porto | Área da Transplantação 
Pavilhão “Maria Fernanda” 
Rua Roberto Frias
Tel. 22 557 34 70

- Centro de Sangue e da Transplantação do Porto | Área do Sangue 
Rua de Bolama, nº 133 
Tel. 22 508 34 00 


Para mais informações consulte o site do IPST aqui

Nota: Este artigo foi elaborado com base na informação disponível no site do IPST



Catalogado como o bem mais precioso, ainda que autónomo mas em constante gestão, é sem dúvida importante olharmos para ele.

Tendemos muitas vez a dar-lhe exclusividade sem avaliar as repercussões.

Começa cedo, periodizamos o que nos faz sentido, sem sabermos muitas vezes se é o certo. Em pequenos parece eterno, permite-nos brincar, conhecer o Mundo, sem lhe sentirmos os ponteiros.

Com a adolescência iniciamos o processo de escolha, abdicamos muitas vezes do tempo dos pais em troca do passado com os amigos.

Não sendo consciente, é uma decisão , normalmente invertida na idade adulta, quando em consciência sabemos que gerir o tempo da forma certa é tão importante quanto usufruir da nossa felicidade.

A idade torna-nos selectivos, mas também desligados, a lista dos inúmeros amigos, reduz-se por vezes nem numa mão cheia.

Chegam os namorados, que rapidamente preenchem o tempo que anteriormente era distribuído por essa mão.

Concentramos num elemento só a responsabilidade de dividir aquilo que não volta atrás, que não cresce, e que infelizmente não tem uma validade definida.

Nesta opção não existe o certo ou o errado, existe apenas a noção que podemos estar a perder partilhas que também nos fazem falta.

Quando chegam os bebés complica aquilo que até então era simples, a gestão do tempo, que dependia apenas de nós.

Se é tido que eles precisam de nós, é sabido que nós precisamos do Mundo para estar bem para eles.

E é aqui que é fundamental o equilíbrio, sabermos que o tempo que não dispensamos aos outros, eles podem um dia bloqueá-lo para nós.



O rosa para elas e o azul para eles. Então e eu que sempre gostei de azul, tenho que vestir cor de rosa? Isso fará de mim menos menina? Os vestidos são para elas e as calças são para eles. Então e nos países onde os homens andam de vestidos são menos homens ou menos meninos por isso? 

Nas brincadeiras de criança, a menina tem um bebé para brincar, dar biberão e mudar a fralda, mas depois no mundo dos adultos queremos que os homens tirem licenças de parentalidade, apesar de terem crescido a brincar com carros e oficinas, apesar de nunca termos normalizado esta questão. 

Este artigo é um desabafo e também um apelo porque, se é verdade que a Humanidade já conquistou muitos direitos para as mulheres e para os homens, a verdade é que há ainda muito por fazer. Enquanto mãe, é para mim vital e estrutural na educação do meu filho (rapaz) esclarecer e solidificar esta igualdade. Acima de tudo, nas oportunidades. Para mim, a única diferença entre homens e mulheres consiste no facto de as mulheres terem a graciosa, maravilhosa e mágica capacidade de gerar uma vida. Esta é a gigantesca diferença e parece-me que apenas esta nos difere verdadeiramente. 

À parte disto, temos a capacidade de fazer as mesmas coisas, assim tenhamos igualdade de oportunidades para o fazer. 

Tento refutar diariamente os estereótipos que nos impingem e aqueles que nós próprias temos nas nossas acções, por vezes sem ter noção. 

Onde? Como? Quem? Quando? 

Olhem à vossa volta e reparem que estão em todo o lado: nas prateleiras dos supermercados, nos anúncios da tv, nas séries dos desenhos animados, nos brinquedos dos nossos filhos, etc, etc. É o fim do mundo? Mania da perseguição? NÃO. Não é o fim do mundo e não é perseguição, está lá é real e temos apenas que criar filtros aos nossos filhos para quebrarem os ciclos que vêm de trás e serem capazes de ser justos e saudáveis consigo e com os outros. 

Talvez seja um bom princípio começarmos por dentro, pelas nossas casas… qual a divisão de tarefas que fazemos em casa para eles e para elas? Que brinquedos compramos aos nossos filhos? O que dizemos se o nosso filho quiser ir para o ballet? O que dizemos se a nossa filha quiser ir para a luta livre? Como explicamos aos nossos filhos que as meninas um dia vão ganhar menos que os homens só porque são mulheres? Como explicamos que não há brincadeiras de meninos e brincadeiras de meninas? Nem cores de meninos e cores de meninas? E que os meninos também choram? 

Às vezes, esquecemo-nos que ainda há muito por fazer porque, felizmente, vivemos hoje num país cujo contraste já não é tão gritante, mas ainda existe. Já não estamos numa época em que a mulher tem que pedir autorização ao marido para sair do país e outras aberrações do género, que aconteciam antes dos 25 de abril. Mas, ainda não está tudo feito, ainda há direitos a adquirir para elas e para eles!! Como a licença de parentalidade, por exemplo. Porque não há-de o homem ter direito a ficar mais meses com os seus filhos em casa? 

Porque há de ser sempre a parentalidade do homem a ser posta em causa em detrimento da capacidade da mulher se há pais extraordinários? 

Enquanto mães, educadoras e exemplos para os nossos filhos, parece-me que não devemos ser alheias a estas questões que são importantes desde cedo… 

Portanto, vamos vestir os nossos filhos de todas as cores, boa?


O mês de junho é sinónimo de final de aulas e início de férias, fecha-se um ciclo! É também um momento de reflexão e de despedidas entre alunos e professores!

É na escola que os nossos filhos passam a maior parte do seu tempo, que brincam, riem, choram e aprendem. É lá que queremos que se sintam seguros e felizes!

Pelo que, mimar quem se dedica diariamente aos nossos filhos é uma forma de agradecer todo o carinho e profissionalismo que tiveram ao longo do ano. Escolher este miminho especial nem sempre é fácil.

Deixamos-vos algumas sugestões bem originais:

- Bolachas caseiras embrulhados num saquinho com um desenho do seu filho

- Um bloco de notas seja ele qual for, as educadoras e professoras, adoram escrever e tomas notas

- Um desenho feito pelo seu filho e colocado numa moldura

- Um vaso pintado pelo vosso filho, com planta ou flor

- Um marcador de livros com um desenho do seu filho

- Fraco com compota caseira feita com o seu filho e com rótulo personalizado


Serei só eu a achar que o meu filho de 5 anos não está preparado para ficar já fechado numa sala de aulas? 

Serei a única a estar com o coração nas mãos quando se fala que ele vai ingressar na primária? 

Serei apenas eu a achar que ele deveria ter mais tempo para correr e sujar-se, para brincar e saltar, para se empenhar apenas com trabalhos específicos e não em matérias desnecessárias? 

Nem sequer vou pegar aqui num tema um tanto ou quanto controverso que são as chamadas “crianças condicionadas”, que ficará para outro post, mas que à partida conseguem já antever a minha posição enquanto mãe e encarregada de educação. 

Ora, pois, como se diz nos dias de hoje, o meu filho é finalista. Daqueles “falsos” finalistas de pré-primária. E se no meu tempo não existia nada disto, o peso destas palavras faz-me ficar ainda mais em pânico. Estou certa que estes meus pensamentos são uma tempestade num copo de água, mais certa ainda que ele vai adaptar-se melhor do que penso e sem dúvidas absolutamente nenhumas que as coisas vão encaminhar-se por onde tem de ser. Mas eu continuo serena mas não calma com esta situação. 

Primeiro porque cá está mais um sinal que o tempo está a passar rápido demais. Depois porque com isso me apercebo que ele está a crescer a um ritmo desenfreado e sem que eu consiga controlar isso. E em terceiro porque sinto que ele ainda é o meu pintainho e que ainda o consigo trazer numa espécie de casca de ovo improvisada. 

Não estou à vontade com isto e não tenho qualquer problema em dizê-lo. Aqueles corações ao largo vão dizer que sou uma louca. Aqueles que por lá passaram e já nem se lembram vão dizer que vai correr tudo bem, e haverá ainda aqueles que me acham uma verdadeira mãe galinha sem nexo ou sentido. E a todos eu respondo “pensem o que quiserem, ajam como pretenderem, opinem da maneira que acham mais correta” eu tenho o direito de me sentir assim. 

Faz-me confusão ficarem entregues a si mesmos tão cedo. A partir de Setembro ele vai ter de se orientar numa escola nova, a colegas novos (ainda que muitos transitem com ele, e ainda bem para mim), a uma sala nova. Ele vai ter de estar atento e quieto quando eu sei que ele estará em pulgas para brincar, terá de comer a sopa que não vai estar passada e se não comer ficará com fome porque não terá lá ninguém que lhe desvie os legumes que ele não gosta de comer, vai cair e terá de ser ele a levantar-se sozinho e a por água na ferida, vai ter de chegar a casa e rever matéria para não perder o fio à meada quando o que ele faz agora são os seus espetáculos sem fim e com direito a música em alto som. 

Se vai ganhar “músculos” para a vida?? Isso vai, mas com 5 anos não sei que necessidade há disso. 

O pequeno príncipe T está a ganhar asas maiores. Lido bem com isso. Sinal de tanta coisa boa que só tenho a agradecer. A minha única fraqueza é não conseguir amparar-lhe as quedas e as deceções com que cada vez mais se vai deparar.


As Mães também têm de ser Enfermeiras e há conhecimentos básicos que todas devemos ter, hoje partilhamos convosco o que fazer em caso de queimaduras da pele (com água a ferver ou fogo).     Não esquecendo que, maior parte das queimaduras, o passo mais importante é arrefecer rapidamente a pele. A gravidade da queimadura vai depender sempre da zona atingida e da extensão de pele queimada e, em casa de dúvida, deverá sempre dirigir-se a um serviço de saúde. Salientamos ainda a necessidade de avaliar cuidadosamente a evolução da queimadura e recorrer a um serviço de saúde se houver alguma outra queixa ou sintoma. 

Salientamos que existem vários graus de queimaduras, distinguindo-se pela sua gravidade, as de 2º e 3º grau e os cuidados podem ser diferentes, especialmente nas de 3º grau que devem ser avaliadas o mais rápido possível por um médico/profissional de saúde, assim como queimaduras a nível da face e/ou mucosas.

O que fazer em caso de queimaduras de 1º grau e 2º grau:  
  1. Arrefecer a pele queimada com soro fisiológico, água ou até gelo  
  2. Se queimadura com água a ferver por cima de roupa, esta deve tirar-se rapidamente  
  3. Não aplique qualquer produto como óleo, azeite ou manteiga ou qualquer solução alcoólica  
  4. Aplique uma pomada hidratante ou cicatrizante para queimaduras (biafine, por exemplo), sendo que a maior parte destas queimaduras poderá ser tratada como uma ferida normal.  
  5. Coloque uma gaze humedecida nas primeiras 48h. Em caso de agravamento, com aparecimento de sinais inflamatórios (aumento da dor, pele muito vermelha e quente, deverá ser avaliada num serviço de saúde)  
  6. Não rebentar as flictenas (as conhecidas bolhas) ou qualquer tecido que tenha ficado agarrado à queimadura     
* Artigo revisto por Carla Leocádio, Enfermeira Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica no Serviço de Urgência do Centro Hospitalar de Setúbal.


O Rodrigo é uma criança muito curiosa e, como todas as crianças quer saber tudo sobre este mundo que o rodeia. Com os seus quatro anos, pedia para ter um irmão, chegou mesmo a colocar “um mano” na lista de prendas para o Pai Natal. Nessa altura, explicamos-lhe que os duendes do Pai Natal não iam conseguir realizar esse desejo e construir um bebé de verdade, porque os bebés crescem dentro da barriga das mães e só os pais conseguem fazer isso. “Ai sim, e como é que os pais põem os bebés na barriga das mães?” 

“Ora toma lá, que já almoçaste!” Pensei eu, agora esclarece a dúvida ao miúdo sem que ele fique traumatizado! 

Nunca fui de infantilizar muito os assuntos do dia-a-dia, sempre expliquei as coisas como elas são, nomeio os objetos pelo nome e não por substantivos, carro é carro e não “popó”, tendo sempre em atenção a maturidade dos meus filhos. Apesar de saber que nesta idade seria muito mais fácil para mim, usar personagens do mundo da fantasia e inventar uma história fantástica, com cegonhas, alfaces, terra, fadas, para dar resposta a esta pergunta. Na verdade, ele vai crescer e um dia saber que tudo isto é mentira. Se educo os meus filhos com base na confiança, não poderei minimizar este sentimento em momento algum. 

Depois de coçar muito a cabeça, lá me saiu a explicação para esta pergunta que nos faz perder a fala por uns minutos. Baseei-me na história da nossa família. Expliquei que o pai e a mãe gostam muito um do outro, que uma forma de mostrar esse Amor, é namorar muito e que esse Amor cresce tanto, tanto que os pais decidem ter os bebés para aumentar ainda mais esse Amor. Os pais quando estão sozinhos com as mães colocam uma “sementinha” muito especial na barriga delas, (dependendo da idade pode-se aumentar a complexidade da explicação por outras palavras), essa “sementinha” do pai vai encontrar uma “sementinha” da mãe e juntinhas vão fazer o bebé crescer dentro da barriga da mãe. As barrigas são tão quentinhas e confortáveis que os bebés crescem lá dentro muito felizes. Ficam lá dentro 9 meses (fizemos um calendário em conjunto que fomos preenchendo ao longo da gravidez), é o tempo que precisam para crescer e virem cá para fora bem fortes conhecer os manos e a família. 

Claro que ao longo desta conversa, surgiram outras perguntas, tais como: “como é que o bebé dorme, come, faz xixi e cocó dentro da barriga?”, “como é que faço para saber se ele está a chorar se está dentro da tua barriga?”, “como é que ele sai da tua barriga?” (Esta última foi de rir, porque se vissem a cara dele assim que descobriu que era do “pipi” da mãe), todas elas foram respondidas com muita ternura, recordo-me tão bem deste dia. 

Agora com seis anos, já abordou novamente o assunto e já descobriu de onde vêm as sementes do pai e as da mãe e como é que elas fazem para se juntar, tal e qual como as coisas são. Este grande mistério é tão fácil de explicar, basta falarmos com amor de um assunto que nada mais é do que AMOR. 

Os livros infantis foram sem dúvida uma grande ajuda, existem livros giros e que explicam muito bem tudo isto, aconselho vivamente “A Viagem de Peludim” (aqui). Por isso mamãs munam-se de um ou outro livro, porque na hora da verdade, ter um livro destes em casa, é uma ajuda crucial.