O Dia da Mãe está quase a chegar e o MÃES.pt comemora o primeiro ano de vida (yeahh) e para assinalar esse dia tão especial temos um mega passatempo em parceria com a Affectus Photography - Uma Mini-Sessão Fotográfica para eternizar os melhores momentos de uma das nossas leitoras e dos seus filhos!   

Para ganhar a Mini-Sessão Fotográfica têm de cumprir com os 5 critérios abaixo e ler com atenção o Regulamento* 

1 – Seguir o MÃES.pt no Facebook e no Instagram
2 – Seguir a Affectus Photography no Facebook e no Instagram   
3 – Partilhar publicamente o post do passatempo no vosso Facebook   
4 – Comentar no Facebook o post do passatempo identificando 2 amigos  
5 – Preencher o formulário abaixo



*Regulamento:  
- Mini-Sessão Fotográfica para Mãe e Filhos com duração de 30 minutos, na zona da grande Lisboa, a agendar com a Affectus até 30 de Setembro de 2018 
- As fotos da Sessão poderão ser usadas, mediante autorização prévia, nas redes sociais da Affectus Photography
- Necessário cumprir todos os critérios definidos   
- Participações válidas até dia 30 de Abril (2ªf) às 23h59m   
- O Vencedor é seleccionado por Random.org e terá 24h após publicação do post com o resultado para entrar em contacto connosco via mensagem privada!  
- São válidas múltiplas participações por seguidor (podem participar todos os dias, várias vezes ao dia, etc)



A ti mãe que deste de ti, o melhor, sei tão bem! Muitas vezes na caminhada sozinha, já cansada, sem poupar o resto que te faltava.
Depositaste em mim o sentido tua vida mas nunca me desviaste para ti. Fizeste-me um ser do mundo e agora estou tão longe do teu abraço e do teu sorriso que quase não vejo.
Mãe de meia idade tão diferente das outras naquele tempo. Mãe que amadureceu com o entardecer de tantos por-do-sol e que sabia ter calma nas tempestades. Uma palavra amiga, uma mãe conscienciosa, que pelo efeito das palavras me soube mostrar na encruzilhada qual o lado esquerdo e o direito, sem apontar.
Não merecias de certeza o furacão de ver uma filha na doença, de pensar sequer em perdê-la. Que forças tiveste para cuidar mais, agarrar e não deixá-la partir!
Devo-te a minha vida, mais do que uma vez!
Naturalmente, perdeste forças e eu tenho saudades tuas, dos teus conselhos conservadores, das tuas palavras conscienciosas, dos desabafos, do teu apoio.
Senti tanto a tua falta do teu colo, quando tive medo de ir; quando tive um filho nos braços e não sabia como era ser mãe. Senti tua falta como avó para os meus filhos, nem que seja aquela que estraga. Às vezes procuro conselhos sábios à procura de um pouco de ti, no que tanto ainda querias ser, eu sei.
Chega a uma altura em que as mães ficam filhas e nem todas as filhas conseguem ser mães.
Temo que seja uma dessas, pois não sei cuidar como cuidaste, não tenho as palavras certas conscienciosas e, por vezes falo-te no silêncio poupando-te de ouvires aquilo que me fere e preocupa.  Revejo-te no que me mostraste e na mulher que sou e acho que fizeste tão bem o teu papel.
Agora entro eu em cena, está na hora de te dar o mais de mim sabendo que isso será sempre menos, para o tudo que mereces. Espero estar capaz dessa realidade dura, perdoa-me se não estiver. Esta inversão é desconcertante e deixa-me sem chão.
Tal como qualquer mãe, qualquer filha erra. O maior erro é se não houver entrega com o coração, por inteiro, sem guardar para amanhã. Por isso, não me lembro das tuas falhas e espero que perdoes as minhas.
Amo-te muito e obrigada pela mãe que foste (és).




Férias catitas, são férias cheias de jogos de tabuleiro em família.
O pequeno catita perdeu o seu primeiro Jogo da Glória e ficou, conscientemente, a deitar fumo pelas orelhas. “- Querido, perder não faz mal. O importante é jogar e divertirmo-nos juntos, não é? – Então se não faz mal, perdes tu sempre, ok?” Por volta dos 4 anos começam a competir com tudo. “Eu vou acabar de comer primeiro!”, “Eu sou o mais rápido”, “Eu já fiz 5 anos e tu não!” , “O meu pai é maior do que o teu!”. Apesar de não compreenderem totalmente a noção de “ganhar” percebem que gostam de ganhar e, querem ganhar a TUDO. Se a criança tiver uma personalidade forte então, é TUDO x TUDO + um bocadinho de TUDO.

O pequeno catita tem sorte ao jogo, pelo menos tive de esperar uns 15 Jogos da Glória até ele perder um! Queria trabalhar a noção de “perder” com ele, mas acabei por trabalhar intensamente a minha. Em cada jogo, independentemente do resultado, fui reconhecendo o processo, o esforço de cada um e não apenas quem tinha sido o vencedor. Mesmo quando eu perdia (o que acontecia com alguma frequência) mostrava-lhe como me tinha divertido e como aquela ou a outra jogada tinham sido mesmo emocionantes. Paralelamente, fiz jogos em que ele jogava contra ele mesmo. Tentou chegar cada vez mais rápido até à árvore do fundo da casa, experimentou calçar os sapatos antes de tocar o despertador, e outros mini desafios catitas. Foi assim que, aos poucos, percebeu que o importante é dar o nosso melhor e que se treinarmos com dedicação conseguimos sempre ir um pouco mais longe.

Percebeu pela experiência e não porque lhe disse que era assim. Também fizemos alguns jogos em equipa em que todos nos unimos para chegar a um objectivo comum. O resultado depende da participação de todos e, a alegria final é de todos também. Foi uma forma de desmistificar o resultado e valorizar o processo. “Perdi, mãe. Não foi? Vamos jogar outra vez?” Desta vez não deitou tanto fumo pelas orelhas. Ufa! Bem devagarinho o pequeno catita vai percebendo que perder não é o fim do mundo mas uma oportunidade para começar tudo de novo. Vai dar-lhe jeito pela vida fora.



Existem cada vez mais bebés designados por “coléricos” - bebés que desde o nascimento choram durante horas sem consolo, muitas vezes denominados por “bebés com cólicas”. É isto mesmo que  os profissionais de saúde frequentemente dizem aos pais, tranquilizando-os de forma a que aceitem esta uma condição temporária, por mais difícil que seja. Alguns recomendam massagem, outros dizem que o leite da mãe não é suficiente e o bebé tem fome, aconselhando um suplemento, muitas vezes ainda na maternidade.

Os bebés não são todos iguais, nem são os pais. Não é igual a gravidez de todas as mulheres, o que elas pensam, sentem, comem, a forma como se relacionam com o companheiro e com os outros... Por isso mesmo, todos os bebés são diferentes, pois são construídos com “materiais” diferentes (para saber mais sobre a educação pré-natal, consulte os meus anteriores artigos no site maespontopt.pt).

O desafio que os pais têm que encarar quando nasce uma criança, especialmente se lhe querem dedicar todo o amor e atenção, é enorme nos dias de hoje: o excesso de trabalho, o abandono das mães em apartamentos sem apoio contínuo de familiares, amigos, doulas, etc., os conflitos interiores relacionados com o medo da parentalidade...Daí que, dizer aos pais que aceitem a situação e que “isso passa”, parece-me pouco.

Os recém-nascidos “chorões” recebem sem digerir aquilo que os pais lhes transmitem. Isso pode ser o leite materno, mas também os desiquilíbrios psíquicos dos pais. Se não digerem, eliminam, e isso pode fazer-se através do choro. A insegurança e medo que sentem também pode provocar muita tensão abdominal; ao receberem o alimento no sistema digestivo já stressado, os bebés não o digerem correctamente e instalam-se as cólicas. Para ajudá-los, é importante, antes de mais, desbloquear os pontos de tensão e harmonizar a sua energia. Depois, os pais podem precisar de apoio para se acalmarem e continuarem a ser pacientes, carinhosos e compreensivos com o bebé, criando um vínculo afectivo forte. Os pais deveriam usufruir do tempo que passam com o bebé, divertir-se, ouvir música, etc.. Receber um novo ser entre braços é, de facto, uma enorme responsabilidade, mas não deveria ser um peso. Os recém pais devem ser apoiados, física e emocionalmente, para poderem encarar este desafio com tranquilidade e alegria, de forma a contribuírem para o desenvolvimento harmonioso e integral de um novo ser humano.

Neste caminho para a adolescência que vem sendo anunciado há uns anos, e o seu natural e consequente afastamento, tenho pensado muito na comunicação com a minha filha. Nós falamos imenso, sobre (quase) tudo, e ela, com 13 anos, ainda me conta muitas coisas. Sei que estamos em idade de viragem, e por isso esforço-me para não me pronunciar muito sobre as coisas que ela conta, embora lhe vá dando a minha opinião aqui e ali.

Também sempre conversei bastante com a minha mãe, embora tenha havido fases mais difíceis e de maior afastamento. E lembro-me de como os conselhos dela me pareciam sempre desapropriados, e de achar que ela não estava a perceber nada do que eu estava a dizer.

Neste esforço e trabalho sobre a comunicação, tenho procurado novas rotinas e formas de partilha, na esperança de as manter pelos anos que aí vêm. Fácil dizer, mais difícil de fazer.

Tendo em conta o seu gosto e obsessão pela música, temos um ritual de partilhar todos os dias uma música, escolhendo à vez um vídeo. Ela vai ouvindo aquilo que gostamos e nós o que ela gosta. Também temos evitado e adiado o mais possível que ela ande de headphones, deixando-a escolher a música que ouvimos, no carro e em casa. A irmã queixa-se, não só da sua escolha musical, como da necessidade permanente de ouvir musica. Mas vamos gerindo essas diferenças.

Por isso, toleramos algumas musicas foleiras (mais do que gostaria), mas vamos também partilhando coisas que todos gostamos, e vamos-lhe mostrando outras coisas. A verdade é que, com a nossa insistência, ela acaba por ir diversificando aquilo que ouve (e nós felizmente também) e já descobrimos algumas coisas que gostamos por ela (nem tudo é mau). E tem sido uma forma de a manter ao pé de nós a partilhar o que gosta de ouvir e a explorar novos sons em conjunto. Também gosto muito de ir ver concertos com ela, e é algo que fazemos com alguma frequência. E ela, embora por vezes expresse o desejo de ir com as amigas, quando chega o dia diz sempre o quanto gosta de ir a concertos comigo.

Aqui há uns tempos comprei um livro, um diário, feito por uma mãe e filha, que contam como começaram a escrever uma à outra e de como o fazem há muitos anos, e de como isso se tornou numa forma de partilha. Comprei para que possamos partilhar coisas uma com a outra, sem ser necessário conversar, sem a necessidade do confronto e de olhar nos olhos, no espaço e no tempo de cada uma de nós. Este livro tem a vantagem de ter ideias de temas e histórias para partilhar e escrever uma à outra, e ao mesmo tempo espaço para escrever livremente. Quando estivemos a ver, a minha filha disse: "Isto é bom, porque às vezes apetece-me contar-te coisas e não sei como, e assim posso escrever".

São muitas as formas com que vou trabalhando a nossa comunicação. Umas resultam mais que outras, e acho que este sucesso depende um pouco das personalidades. Aquilo que é importante para mim é que ela sinta sempre que eu continuo a tentar, sobretudo nas alturas em que ela se afasta. Como se agora, na entrada na adolescência, fosse ainda mais importante mostrar o quanto a amo e quero estar com ela.


Quando eu era muito pequenina não havia “ovinhos” - o berço ia no banco de trás, depois íamos no colo até que um anúncio mostrou a todos que ,com pais conscientes, “os miúdos iam sempre atrás”. Depois lá veio o cinto e depois as cadeirinhas que ganham prémios de segurança.

Quando eu era pequenina íamos no banco de trás, muitas vezes sem cinto, a cantar ou a tagarelar durante as horas infindáveis que demoravam as viagens de férias. Um dia para ir de Viana ao Algarve. Íamos a discutir ou a dormitar, às vezes. Sem ar condicionado, iPad ou DVD ( depois lá veio um walkman para ser usado à vez!).

Quando eu era pequenina, nas férias grandes não se continuava a ir à escola, como agora. E as férias eram mesmo grandes, grandes demais, para as férias dos nossos pais.

Passávamos muitas tardes de calor em casa, na dormência da televisão ou no fervilhar da imaginação e a brincar “lá em baixo”, na frescura do cimento feito pista de bicicletas ou arena de campeonato do elástico e na sombra humilde do parque infantil, terra batida e baloiços de ferro. Sem programa pré-definido, sem atelier ou oficinas de âmbito pedagógico.

Às vezes, íamos à biblioteca alimentar a alma com “Uma Aventura” que ainda não tivéssemos lido ou ao Jardim alimentar a gula com um corneto de chocolate.

E havia semanas e semanas de praia, sim. Dias inteiros na praia, em que se almoçava fruta e uma sanduíche na barraca, se esperava três horas ( e meia para o meu pai!) para ir ao banho e o melhor do nosso dia era conseguir superar o desafio de mergulhar (com a cabeça) na água gelada e transparente, do atlântico Norte. De resto, inventávamos muito recorrendo à panóplia de “brinquedos": algas, conchas, baldes e pás, dunas e rochas.

Os dias passavam simples, infinitos como as férias, com sabor a tempo, a preguiça, a brincadeira, a liberdade.

Ninguém estaria muito preocupado com a repercussão que o seu estilo parental teria na auto-estima dos filhos mas apesar de muitos apesares tínhamos uma liberdade que hoje não existe: pais mais autoritários, talvez, mas muito menos controlo. Menos segurança mas muita mais confiança. Menos consciência mas muito mais descontração.

Passou depressa demais. E às vezes muito do que fazemos é ser uma segunda edição dos nossos pais num mundo que já não é o da nossa infância. Passou depressa demais. E, às vezes, acho que muito do que fazemos é tentar que ninguém nos “descubra",  é tentar que os nossos filhos não percebam que, no fundo, no fundo, ainda somos aqueles miúdos , sentados no banco de trás.



Como mãe que sou e sobretudo porque tenho uma mente irrequieta reflito muitas vezes sobre este assunto. Que futuro quero eu para os meus filhos? Logicamente, como qualquer mãe, quero que sejam adultos responsáveis, realizados (pessoalmente e profissionalmente), autónomos, com valores de respeito e cidadania e sobretudo FELIZES. Mas estarei eu a educá-los nesse sentido? Estarei a traçar os seus caminhos ou estarei a conseguir dar-lhes as ferramentas para que sejam eles próprios a traçá-lo? Acredito e defendo que as crianças aprendem a aprender, através da ação e da experimentação, da tentativa e do erro (fundamental para o crescimento), porém muitas vezes deparamo-nos com situações em que observamos os pais a não darem hipótese à criança de ser autónoma no seu processo de desenvolvimento. Deixamo-nos embrenhar no medo de que algo corra mal, que se magoem, que caiam, que sofram…mas não é assim a nossa vida diária? Quantas e quantas vezes no nosso dia-a-dia não nos magoamos, caímos, sofremos??? Será saudável não os deixarmos experimentar, não os deixarmos ficar frustrados com as adversidades da vida? A criança para ser segura, autónoma e responsável precisa ter noção do perigo e para tal precisa de ação (claro que sempre com o suporte da família), precisa conhecer o significado real do NÃO, pois só assim saberá gerir emoções e fazer escolhas acertadas no futuro. Uma criança sem regras e sem limites é uma criança profundamente insegura e será concomitantemente um adulto que viverá à deriva numa sociedade cada vez mais exigente.

Diz a sabedoria popular que “ o futuro a Deus pertence”, mas talvez não fosse má ideia nós pais darmos uma ajudinha!



Helena Herrera Ferreira

“Entre o estímulo e a resposta, existe um espaço. Nesse espaço reside o nosso poder para escolher a nossa resposta. Na nossa resposta reside o nosso crescimento e a nossa liberdade” Foi com esta frase que Steven Covey resumiu o trabalho de Viktor Frankl. Viktor Frankl foi um médico psiquiatra austríaco, sobrevivente do holocausto e que escreveu um dos meus livros preferidos: “O homem em busca de um sentido.” Neste livro Frankl relata a sua experiência no campo de concentração, nomeadamente a observação sobre o modo como dentro do mesmo contexto (neste caso terrífico) os seres humanos têm a capacidade de reagir de modo tão diferente, movidos pelo sentido que dão à sua vida, às suas experiências, à sua dor. Quando vivemos em piloto automático, sempre ocupados, sempre ligados, perdemos muitas vezes a conexão com o que estamos a fazer e a viver. Perdemos o sentido da nossa ação, da nossa vivência. Quantas vezes sentimos que estamos a “empurrar a vida com a barriga” e que precisávamos de uma paragem e distanciamento (como nas imagens dos filmes em que tudo para e só nós andamos) para conseguirmos pensar, organizar, observar? Mas a vida não para e obriga-nos a encontrar ferramentas para estarmos mais presentes, mais conscientes e que nos ajudem a não perder o sentido do que fazemos. Na minha vida, a ferramenta mais simples e mais eficaz que tenho encontrado é a que chamo de “pausa sagrada”. E não… não são 3 dias enfiada num retiro ou num spa paradisíaco no meio da natureza (e sim, bem que podia ser!!!). A pausa sagrada podem ser 3 minutos, mas também 3 segundos. É o momento em que paro e conscientemente respiro. Antes de entrar em casa. Antes de uma reunião. Enquanto estou no elevador. Antes de ter “aquela” conversa ou escrever “aquele e-mail”. Antes de dar aquela resposta naquela discussão. Antes de ralhar com a minha filha. Logo que acordo. Antes de dormir. Respiro – Foco-me na respiração. Respiro - Sinto e relaxo o meu corpo. Respiro - Penso “o que é mais importante neste momento?” Tão simples assim. Nem sempre é automático, mas treina-se. Nem sempre me lembro de o fazer, mas sei que quando o faço estou mais presente. E sou mais coerente com a minha intuição e intenção. Com o sentido que quero dar à minha vida. Entre o estímulo e a resposta há sempre um espaço. Pode ser de um segundo, mas ele existe. Esse espaço permite-me uma “pausa sagrada”. E com essa pausa, a minha resposta revela mais aquilo que sou e o que quero. E o impacto que tenho vai de mais de encontro à minha intenção.